E.E 26 DE AGOSTO
DATA 21/03/2017
PROFESSORA; JANAINA
O que é
Qualidade de vida:
Uma
condição humana resultante de um conjunto de aspectos individuais e o meio em
que o mesmo vive podendo se modificar ou não, que caracterizam as condições em
que vive o ser humano (NAHAS, 1997 apud Nahas 2003).
Segundo Santos
(2005), os elementos que debilitam a qualidade de vida devem ser combatidos
através da aceitação de um estilo de vida ativo e saudável baseado na
alimentação balanceada, prática constante de exercícios físicos, abandono do
consumo de drogas lícitas (cigarro, álcool) e ilícitas (maconha, cocaína),
pratica de sexo seguro, ser adepto do lazer ativo, não ultrapassar os limites
do nosso corpo, manter bom relacionamento interpessoal, respeitar os horários
de sono, praticar técnicas de meditação e relaxamento.
Existem fatores
positivos e negativos em nosso estilo de vida, que comprovadamente afetam nossa
saúde e bem estar a curto ou longo prazo, a qualidade de vida das pessoas está
diretamente associada a esses fatores, que são: nutrição, estresse, atividade
física, relacionamento e comportamento preventivo (NAHAS, 1999 apud Nahas, 2003
p.21).
O IDH
- Índice de Desenvolvimento Humano é um modo de medir a qualidade de vida nos
países, comparando riqueza, alfabetização, educação, esperança média de vida,
natalidade e outros fatores, é uma maneira de avaliação e medida do bem-estar
de uma população.
Geralmente,
saúde e qualidade de vida são dois temas muito relacionados, uma vez que a
saúde contribui para melhorar a qualidade de vida dos indivíduos e esta é fundamental
para que um indivíduo ou comunidade tenha saúde. Mas, não significa apenas
saúde física e mental, mas sim que essas pessoas estejam bem consigo mesmo, com
a vida, com as pessoas que os cercam, enfim, ter qualidade de vida é estar em
equilíbrio.
Atividade física é
qualidade de vida
Nuno Cobra: não adianta querer ficar em forma em um
mês
Exercitar-se com disciplina é a chave para garantir
a saúde e o bem-estar.
Nunca se falou tanto em qualidade de vida e saúde
como nos últimos tempos. O que antes era apenas motivo de preocupação ou
modismo, hoje tornou-se necessidade. Para nós, educadores, é nítido o aumento
desta consciência. Já não era sem tempo. Pois, o homem atualmente é submetido a
uma quantidade avassaladora de pressões e responsabilidades. Isso é apenas uma
das consequências desse tempo de novas tecnologias e economia globalizada. A
evolução permitiu o desenvolvimento, gerando no nosso cotidiano mais conforto e
comodidades. A tecnologia facilita o dia-a-dia, mas também nos prende a
afazeres que roubam o nosso tempo, diminuindo ou eliminando o lazer e a
atividade física. Esta ausência de atividade física trouxe aumento do estresse
e do sedentarismo, principais inimigos da vida saudável. Diante desse quadro
crônico moderno, só nos resta trazer o homem de volta a sua origem, resgatando
o movimento. Todas as descobertas da ciência e da fisiologia humana nos últimos
anos levam a aquilo que eu já dizia na década de 60: “A máquina humana é a
única que se aprimora com o uso e se atrofia com o desuso”.
O exercício físico é o principal mecanismo para
melhorar a nossa saúde e qualidade de vida. Realizado de forma moderada e
regular, é um santo remédio. Depende unicamente de nossa força de vontade e
disciplina para que possamos restaurar este hábito em nossas vidas. O hábito se
forma com a prática de exercícios até que o corpo passe a solicitar a mente,
incorporando o movimento e substituindo o sedentarismo.
É lógico que no início é necessário se impor uma
cobrança para realizar a atividade física pelo menos três vezes por semana. Ao
acordar, o exercício físico tem um melhor efeito para o seu dia-a-dia. Faça
caminhadas, corridas, ciclismo, natação, uma atividade aeróbica de longa
duração e baixa intensidade. Evite treinar entre 12h e 14h.
Nesse horário, exercícios físicos sobrecarregam o
coração. À medida que incorporamos novamente o exercício ao cotidiano,
percebemos o quanto ele é importante para nossa energia e vitalidade. Devemos,
porém, tomar cuidado com os extremos. Na pressa de resultados imediatos
aumentamos muito rápido as sobrecargas de treinamento e sua intensidade, caindo
nos excessos da malhação. O caminho do meio é sempre o mais saudável. Evita que
nos tornemos vítimas dos padrões de beleza e dos objetivos meramente estéticos.
Esses padrões transformam mulheres e homens normais em modelos anoréxicas e
malhadores compulsivos. O ideal é esquecer esta loucura de querer ultrapassar
limites. Não adianta chegar em dezembro e em um mês querer ficar em forma. É
necessário trabalhar no inverno para se estar em forma no verão.
Não parar a atividade física quando estamos
exagerando corresponde a não realizar o exercício físico quando não temos
vontade. Ambos significam falta de disciplina mental. É necessário evitar esses
extremos. Assim estaremos fortalecendo nosso corpo emocional. Tornamo-nos mais
capazes de superar e enfrentar os obstáculos da vida. Resgatando essa nossa
herança natural, estaremos não só conquistando uma qualidade de vida plena, como
também dando um grande passo em direção ao nosso futuro com confiança e
determinação.
Autor do best-seller A Semente da Vitória, Nuno
Cobra é formado pela Escola de Educação Física de São Carlos, pós-graduado pela
USP e é especialista em Qualidade de Vida, tanto individual como na empresa.
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